<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6449535810913142223</id><updated>2011-07-07T17:42:02.521-07:00</updated><title type='text'>de olho no design</title><subtitle type='html'>Sobre tudo o que nos inquieta. 
Sobretudo porque nos inquieta!</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://de-olho-no-design.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6449535810913142223/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://de-olho-no-design.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>MO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07584126269214557949</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3818/1923/1600/sombra.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>14</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6449535810913142223.post-5335010176241350207</id><published>2008-05-30T03:10:00.000-07:00</published><updated>2008-05-30T03:24:07.962-07:00</updated><title type='text'>A mala LA.GA</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_HPQvv2wpUhE/SD_VNinYnmI/AAAAAAAAANE/gw9o30Rbq-0/s1600-h/newyorkbag.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 171px; height: 254px;" src="http://bp3.blogger.com/_HPQvv2wpUhE/SD_VNinYnmI/AAAAAAAAANE/gw9o30Rbq-0/s400/newyorkbag.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5206114122870595170" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="textoArtigo"  style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ao "folhear" o site do Peter Saville deparei com um projecto feito para a empresa portuguesa KrvKurva.&lt;br /&gt;Fui procurar mais informação sobre eles e encontrei este artigo na Fora de Linha (uma revista da FCSH-UNL), que aqui transcrevo. Mostra bem o percurso empreendedor que se exige, particularmente aos designers portugueses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 204);"&gt;Quando Daniela e Jorge começaram a divulgar o seu projecto em Portugal, nunca pensaram encontrar tantos obstáculos. “Muitas vezes acusaram-nos de não ser os verdadeiros autores da mala”, conta Jorge recordando o episódio em que a proprietária de uma loja insistiu que a LA.GA bag era um projecto estrangeiro: “Eu até pendurei na parede uma página da revista View onde está essa mala porque a achei giríssima!”, disse-lhes a comerciante. É que a LA.GA já corria o mundo nas páginas das revistas internacionais.&lt;/span&gt;&lt;p style="color: rgb(102, 102, 204);"&gt;“Um dos problemas em Portugal é a falta de reconhecimento dos designers e produtos nacionais” denuncia Daniela. “As pessoas consomem mais o efeito social da moda do que os produtos em si”. A designer conta como as grandes multinacionais alimentam ainda mais esta tendência. Os seus produtos imitam as criações originais e estimulam as pessoas a comprar o mesmo estilo por um preço muito mais baixo.&lt;/p&gt;&lt;p style="color: rgb(102, 102, 204);"&gt;&lt;b&gt;55 kg em 40 gr...&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;A LA.GA venceu este panorama negativo. Para a dupla de designers, um dos motivos de sucesso está no material- o tyvek- concebido pela DuPont num laboratorio em Nova Iorque. “Procurámos trazer para o uso diário materiais utilizados na medicina, engenharia e aeronautica”. Daniela e Jorge apostam na inovação, contrariando o uso de materiais convencionais como o algodão.&lt;br /&gt;À primeira vista parece papel, o que causa ainda mais impacto. Afinal, trata-se de um material resistente, com uma gramagem muito específica e lavável à máquina. Esta mala é para ser vestida. “Sem dúvida que a LA.GA sem o tyvek não teria a mesma performance: são 40 gr que suportam 55 kg!”&lt;br /&gt;A LA.GA “é o culminar de toda a investigação que vinhamos a fazer desde a faculdade”, revela Jorge. Os projectos em comum começaram na Faculdade de Arquitectura de Lisboa, altura em que os dois designers já participavam em concursos e exposições. Este dinamismo deu origem, há cerca de um ano à KrvKurva, atelier onde os dois jovens continuam a desenvolver os seus projectos. “Esta empresa funciona como um laboratório- é preciso procurar conceitos novos.”&lt;br /&gt;A inovação também passa por uma forte consciência social. Um dos motivos que deu o Prémio Nacional do Design a Daniela e Jorge foi o processso de produção da mala- “Não misturamos muitos materiais, só tyvek, linha e tinta”. O processo de reciclagem fica assim facilitado.&lt;br /&gt;A LA.GA bag marca pela diferença mas Jorge e Daniela fazem questão que esta originalidade não imponha preços elevados: “Não queremos que a mala seja uma obra de arte. Ela é uma peça de design, é suposto ter uma função!”&lt;/p&gt;&lt;p style="color: rgb(102, 102, 204);"&gt;&lt;b&gt;A LA.GA  e a Fabrica Features&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;A LA.GA herdou este nome em homenagem a Gala Fernandez, a project manager da Fabrica Features da Benetton. “Devemos-lhe muito, daí o nome da mala- é o nome dela, com as sílabas invertidas!”.&lt;br /&gt;A Fabrica Features é um espaço cultural criado pela Benetton que se destina ao apoio e divulgação de jovens talentos no campo da arte. Para Jorge, a Fabrica Features é “uma referência na área do design, um sinal de qualidade”.&lt;br /&gt;A ligação entre os designers e este projecto da Benetton já existia porque Jorge trabalhou como consultor na Fabrica em Itália. No entanto, foi Gala Fernandez quem abraçou desde logo esta ideia da dupla portuguesa.&lt;br /&gt;Hoje a relação de Jorge e Daniela com a Fabrica Features é ainda mais forte. A KrvKurva é a actual responsável por este espaço da Benetton em Lisboa.&lt;/p&gt;&lt;p style="color: rgb(102, 102, 204);"&gt;&lt;b&gt;“To love is not an option”&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;A mala, na sua versão original branca, começa a ser comercializada em Itália. As portas em Portugal abrem-se depois da LA.GA ser premiada em vários concursos. A partir daí, a mala tem sido alvo de todas as atenções no mundo do design de moda. “Quase que fomos obrigados a criar uma colecção que desenvolve outros padrões para além da branca” diz Jorge. Nasce assim a colecção “To love is not an option”.&lt;br /&gt;Os padrões tiveram o contributo de vários artistas convidados. Fizeram-se edições limitadas de 300 unidades mas também peças únicas. “Talvez a branca seja a nossa preferida por ser a primeira. Mas todas elas têm uma história”- como é o caso do modelo patrocinado pela Benetton que tem o retrato de um escultor chinês que fazia parte do projecto Fabrica Features. “ A ideia era transmitir um sentimento positivo e ele foi a melhor inspiração!”&lt;br /&gt;O percurso da LA.GA já é longo. Passou por Atenas, Londres, Japão e em Novembro estará presente na Trienal de Design em Milão. Esta exposição organizada pelo comissariado da presidência da República contará com a presença de trabalhos de designers e arquitectos portugueses realizados entre 1990 e 2004.&lt;br /&gt;A KrvKurva vai ser representada pela peça original branca da LA.GA e mais duas “to love is not an option”, pintadas por artistas portugueses. Mais uma vez, a LA.GA viaja pelo mundo da moda, mostrando que o design português tem uma palavra a dizer.&lt;/p&gt;&lt;p style="color: rgb(102, 102, 204);"&gt; &lt;a href="http://www.krvkurva.org/"&gt;Visite atelier KrvKurva&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Texto de: Bernardo Aguiar, Diana Matias e Vera Moura             &lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6449535810913142223-5335010176241350207?l=de-olho-no-design.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://de-olho-no-design.blogspot.com/feeds/5335010176241350207/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6449535810913142223&amp;postID=5335010176241350207' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6449535810913142223/posts/default/5335010176241350207'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6449535810913142223/posts/default/5335010176241350207'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://de-olho-no-design.blogspot.com/2008/05/mala-laga.html' title='A mala LA.GA'/><author><name>MO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07584126269214557949</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3818/1923/1600/sombra.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_HPQvv2wpUhE/SD_VNinYnmI/AAAAAAAAANE/gw9o30Rbq-0/s72-c/newyorkbag.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6449535810913142223.post-6060128471649156838</id><published>2008-03-18T16:13:00.000-07:00</published><updated>2008-03-18T16:26:43.277-07:00</updated><title type='text'>nos intervalos</title><content type='html'>Portugal vive numa curiosa obsessão pelos intervalos, que se revela na linguagem:&lt;br /&gt;"estamos quase no Natal!"&lt;br /&gt;"decretaram ponte para quinta-feira"&lt;br /&gt;"o fim de semana que não chega..."&lt;br /&gt;"quantos feriados há este ano?"&lt;br /&gt;"já não dá... estamos quase na hora de almoço"&lt;br /&gt;"vou meter baixa"&lt;br /&gt;"pediste despensa?"&lt;br /&gt;"esta semana é óptima, só tem três dias!"&lt;br /&gt;"não vale a pena marcar nada, porque estamos quase na Páscoa"&lt;br /&gt;"a partir de Junho e até Setembro, nada feito! Está sempre algum administrador de férias"&lt;br /&gt;"a Srª Doutora já chegou, mas deve ter ido beber um cafezinho"&lt;br /&gt;"melhor do que intervalos, só pão com manteiga"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6449535810913142223-6060128471649156838?l=de-olho-no-design.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://de-olho-no-design.blogspot.com/feeds/6060128471649156838/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6449535810913142223&amp;postID=6060128471649156838' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6449535810913142223/posts/default/6060128471649156838'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6449535810913142223/posts/default/6060128471649156838'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://de-olho-no-design.blogspot.com/2008/03/nos-intervalos.html' title='nos intervalos'/><author><name>MO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07584126269214557949</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3818/1923/1600/sombra.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6449535810913142223.post-4303101164707361970</id><published>2008-03-18T04:09:00.000-07:00</published><updated>2008-03-18T04:12:46.672-07:00</updated><title type='text'>12 tipos de cliente e como trabalhar com eles</title><content type='html'>Na sequência do post anterior, mais uma colecção de instruções de como lidar com diferentes tipos de clientes. http://freelanceswitch.com/clients/12-breeds-of-client-and-how-to-work-with-them&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estão no blog Freelance Switch e chegaram-me através do blog http://www.reactor-reactor.blogspot.com/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6449535810913142223-4303101164707361970?l=de-olho-no-design.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://de-olho-no-design.blogspot.com/feeds/4303101164707361970/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6449535810913142223&amp;postID=4303101164707361970' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6449535810913142223/posts/default/4303101164707361970'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6449535810913142223/posts/default/4303101164707361970'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://de-olho-no-design.blogspot.com/2008/03/12-tipos-de-cliente-e-como-trabalhar.html' title='12 tipos de cliente e como trabalhar com eles'/><author><name>MO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07584126269214557949</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3818/1923/1600/sombra.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6449535810913142223.post-5483292230597092198</id><published>2008-03-14T11:30:00.000-07:00</published><updated>2008-03-14T11:34:33.951-07:00</updated><title type='text'>contra os designers</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;É em espanhol, mas perfeitamente perceptível. Pertence a Alejandre Huerta, mas chegou-me via Pedro Aniceto (http://isopixel.net/archivo/2007/09/contra-los-disenadores)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;“Como todos saben, los diseñadores gráficos son la razón por la que hay tantas guerras y caos en el mundo. Se meten en nuestras mentes con los mensajes subliminales que usan en sus diseños, nos obligan a gastar nuestro dinero en productos inútiles, nos llevan a la depresión y a cometer actos violentos y claro, la mayoría de los diseñadores son comunistas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Así que para salvar al mundo de los malvados diseñadores gráficos he creado esta lista de cosas que podemos hacer para asegurarnos de acabar con ellos y obligarlos a dejar su profesión… por siempre!!!!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1. Microsoft Office&lt;/span&gt;. Cuando tengas que mandarle un archivo a un diseñador grafico asegúrate que este hecho en algún programa de Microsoft Office, versión para PC de preferencia. Si le tienes que mandar imágenes asegúrate que estas estén incrustadas en un archivo de Office como Word o PowerPoint, esto lo volverá loco. No se te olvide bajarle la resolución lo mas que puedas a la imagen de esa manera tendrá que llamarte para pedirte una en mas alta resolución y cuando lo haga, mándale una aun más pequeña. Si usas email para enviársela olvida adjuntar el archivo un par de veces.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;2. Fuentes.&lt;/span&gt; (Tipos de letra) Si el diseñador escoge Helvética, tú pídele Arial. Si él escoge Arial pídele Comic Sans. Si él escoge Comic Sans quiere decir que ya está medio loco y tu misión será más fácil.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;3. Más es mejor.&lt;/span&gt; Digamos que mandaste a diseñar un volante. Los diseñadores gráficos siempre tratan de dejar espacio en blanco por todas partes: usan márgenes grandes, mucho espacio entre letras y entre las líneas de un párrafo. Ellos dicen que esto hace que sea más fácil de leer y que el diseño se verá más limpio y profesional. Mentira! La razón por la cual hacen esto es para que tu documento sea más grande y costoso. ¿Por qué hacen esto? Porque los diseñadores gráficos odian a la gente… también comen bebes…crudos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Así que pídele al diseñador que use márgenes pequeños y el texto lo haga muy pequeño. Que use muchos tipos de letra y de esos dibujitos que vienen predeterminados en los programas de Office. Ellos trataran de defender sus razones pero no te preocupes, al final tú eres el cliente y tienes la razón.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;4. Logotipos. &lt;/span&gt;Si le tienes que enviar un logotipo a un diseñador para algún proyecto asegúrate de seguir el procedimiento de mandar imágenes detallado en la regla #1 o mejor aun, dile que lo baje de Internet o mándaselo por fax. Una vez que el pobre diablo logre recrear tu logo en el diseño pídele que lo haga lo mas grande posible. Por otra parte, si quieres que te diseñe un logotipo personalizado haz tus propios bocetos en una servilleta o pídele a uno de tus sobrinitos que lo dibuje por ti. El boceto tienes que estar lo MENOS detallado posible. Entre menos entienda el diseñador mejor porque así lo obligaras a hacer mil cambios después. Nunca aceptes la primera propuesta que haga ni la novena. Pídele que meta una foto en el logotipo, letras en 3D con degradados de arco iris y que use por lo menos tres tipos de letras.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Cuando te entrega la décima propuesta dile que te gusto mas la segunda pero que se parezca a la quinta usando los colores de la séptima. Esto es cruel pero recuerda los diseñadores gráficos son la causa numero uno de cáncer en nuestro país.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;5. Usa tus propias palabras.&lt;/span&gt; Cuando le describas un proyecto a un diseñador asegúrate de usar términos que no significan algo como por ejemplo: “Quiero un diseño súper padre” o “que se vea bonito”, “que vibre”, “algo espectacular”. Si lo prefieres usa términos contradictorios:“colorido pero en blanco y negro”“conservador pero extravagante ”Hacer esto pone al diseñador un paso más cerca de la locura y mas lejos de querer seguir ejerciendo su profesión.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;6. Colores.&lt;/span&gt; La mejor manera de escoger colores para tu diseño es al azar. Puedes escribir los colores que más te gusten en papelitos y echarlos en un sombrero y escoger a ciegas. Los diseñadores sugerirán que escojas dos o tres cuando mucho pero no te dejes engañar ellos quieren sabotear tu trabajo, escoge cuantos colores quieras y si quieres cambiarlos a la mitad del proyecto estas en todo tu derecho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;7. Fechas límite&lt;/span&gt;. Cuando el diseñador te pida que apruebes el proyecto, tomate tu tiempo. No hay prisa, tomate dos o tres días hasta una semana si quieres siempre y cuando justo un día antes de vencer el plazo de entrega del proyecto le digas al diseñador que tiene que hacer mas correcciones y cambios. Esto probablemente hará que el hígado del diseñador explote pero ¿qué más da? Ellos son responsables de los ataques terroristas que ha sufrido nuestro país últimamente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;8. Acábalo!!&lt;/span&gt; Después de aplicarle todo lo de esta lista a tu víctima, el diseñador, por naturaleza humana (está por determinarse si son humanos o no) se sentirá un tanto inseguro. Para ahora se dará cuenta de que no puede satisfacer tus necesidades y abandonara toda esperanza de ganar un argumento contra ti y hará todo lo que le pidas sin respingar. Si quieres tu diseño en amarillo canario con letras naranjas lo hará.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Es fácil pensar que después de todo esto has ganado la guerra contra los diseñadores pero recuerda que la meta es que el diseñador se retire del negocio. Así que prepárate para darle el golpe mortal. Cuando se estén haciendo las decisiones finales sobre los colores, el texto, las imágenes, etc. Dile que te sientes defraudado por su falta de iniciativa, que él es el diseñador y debería ser él quien tome las decisiones usando su experiencia y talento, no tú.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Dile que esperabas mas iniciativa y consejos de su parte y que ya estas harto de su falta de creatividad y que de ahora en adelante tú harás tus propios diseños en Microsoft Publisher o Word en vez de pagar por sus servicios. Después de esto puedes estar seguro de que en el mundo habrá un diseñador grafico menos del cual cuidarse.”&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6449535810913142223-5483292230597092198?l=de-olho-no-design.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://de-olho-no-design.blogspot.com/feeds/5483292230597092198/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6449535810913142223&amp;postID=5483292230597092198' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6449535810913142223/posts/default/5483292230597092198'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6449535810913142223/posts/default/5483292230597092198'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://de-olho-no-design.blogspot.com/2008/03/contra-os-designers.html' title='contra os designers'/><author><name>MO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07584126269214557949</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3818/1923/1600/sombra.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6449535810913142223.post-6785009762888642270</id><published>2007-11-22T04:39:00.000-08:00</published><updated>2007-11-22T04:41:17.909-08:00</updated><title type='text'>Alerta LX</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Publicado no Jornal "A Capital" a 10 Julho 2005&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Lisboa é uma cidade bonita!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Ou melhor, tem tudo para ser bonita: um rio e o mar que anda por perto; mais de meia dúzia de colinas que animam a paisagem de casario e deixam lugar aos miradouros; uma intrincada teia de ruas com interessantes exemplares de arquitectura e alguns belos mas despovoados jardins.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;A maior parte de nós nasceu e conhece, revê-se, num cenário de cidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Sabe-lhe os cantos, os atalhos, reconhece as zonas, as fronteiras. Mas, tal como acontece com as pessoas, as rugas das cidades que envelhecem connosco tornam-se invisíveis. Habituamo-nos às pequenas diferenças que vão surgindo e alterando a sua face.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;A imagem das cidades advém fundamentalmente do modelo urbanístico (organização do espaço), das intervenções arquitectónicas (com estilos de épocas diferentes, monumentos e edifícios singulares) e da caracterização do espaço público (passeios, mobiliário urbano, sinalização). &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;E, claro, depende das pessoas. Do que elas fazem e permitem fazer. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Cidadãos e governantes. Os primeiros quando preferem o interesse próprio imediato sobre o do conjunto e os segundos quando se preocupam apenas com o curto prazo e show-off.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Se o domínio do automóvel, que arrebatou espaço às ruas e passeios, ou a desertificação de habitantes proporcional à invasão de “laborantes” levaram a que a imagem de Lisboa se degradasse, a ausência de normas ou senso na sua aplicação e fiscalização fazem o que faltava. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;As intervenções de carácter urbanístico (relativas ao desenho e estrutura geral da cidade) são escassas e difíceis de levar a cabo. Surgem por vezes em virtude de catástrofes – como aconteceu após o terramoto pelas mãos do Marquês de Pombal e a equipa da Casa do Risco das Reais Obras Públicas de Lisboa –, para evidenciarem o poder político – caso do Estado Novo -, ou pelo empenho de governantes – como sucedeu, num certo sentido, com a Expo98.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Já o controlo sobre a arquitectura parece ser cada vez mais difícil: à degradação dos edifícios por anos de abandono, poluição e adendas (marquises, toldos, fios, graffitis e publicidade) somam-se a heterogeneidade e fragmentação das novas construções, cujos bons exemplos se perdem no conjunto desordenado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Provavelmente, só o espaço público nos permite criar uma identidade própria e um espírito de lugar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Para alterar a imagem de falta de unidade e coerência que assola Lisboa - e que não a promove nem dignifica - temos de atentar no que pode contribuir para criar essa identidade que lhe escapa, e recuperar os detalhes que a valorizam e que, em tantas situações, se estão a perder.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Na década de 90, a cidade inglesa de Bristol (que tinha atingido um dos períodos de maior desenvolvimento na sua história) reconheceu a necessidade urgente de estabelecer um programa de identidade que ajudasse simultaneamente a criar alguma ordem na sinalização e informação a prestar a visitantes e residentes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Por iniciativa do “City Council” um grupo de peritos de diversas áreas (urbanismo, geografia social, psicologia ambiental, design de comunicação, entre outros), envolvendo diversos departamentos da cidade, desenhou um plano de intervenção sempre centrado no utilizador e que se pretendia aberto, isto é, actualizável, reprogramável, adicionável. (http://www.bristollegiblecity.info/).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;A intervenção, como sempre acontece nestes casos, tem muito de invisível a suportar o que depois se materializa. Fundamentalmente foi infraestruturado um sistema de localização, orientação e informação. Que é obra!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;As transformações passaram pela criação de um tipo de letra específico utilizado em todos os suportes de informação; de um conjunto de pictogramas facilmente reconhecíveis e uma paleta de cores com o azul de Bristol (presente em edifícios e pontes, na presença do mar e na construção em aço); de painéis de informação, sinais direccionais e algum mobiliário urbano.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Nada de logotipos e verniz. Uma intervenção estruturante e transversal. Que a todos envolvia e pedia contributos e participação. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;A reboque deste plano vieram as transformações sobre o trânsito, a racionalização de percursos pedestres, a recuperação de edifícios e monumentos emblemáticos…&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;É um projecto ambicioso, mas de grande retorno!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Voltando a Lisboa…num retrato breve da actual situação o que encontramos?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Ruas com linhas de eléctrico desactivadas que permanecem aos pedaços no alcatrão; buracos ou remendos que o transformam em verdadeira manta de retalhos ou mostruário de materiais; mau estado dos passeios (é difícil encontrar um exemplo de calçada portuguesa que não tenha pedras soltas, pilaretes tortos, ervas daninhas, lixo ou restos de areia de obras “terminadas”); sinalização tanto excessiva quanto inadequada. Publicidade decidamente excessiva (agora até os retratos dos candidatos ocupam abusadoramente muitos dos passeios em placards de aspecto precário). Informação pouca e colocada sem critérios muito evidentes. Mobiliário urbano que tem de tudo: em variedade e estado de conservação (pelo menos 60! variedades de candeeiros de iluminação pública – algumas lado a lado - , uma dúzia de tipos de pilaretes anti-estacionamento, muitos modelos de bancos de jardim e vários géneros de paragem de autocarro).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Será que os responsáveis não dão pela falta de uma imagem coordenada na cidade, importante para quem a visita ou nela vive, e com ela se quer identificar?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Porque se sente esta falta de cuidados e coerência no espaço público?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;O Regulamento Municipal sobre a Gestão do Espaço Público contém apenas algumas normas básicas sobre a colocação de quiosques e esplanadas. Nada diz sobre os critérios de aquisição ou criação, colocação e manutenção de mobiliário urbano; muito menos sobre uma ideia mais alargada de identidade ou informação no espaço público. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Os “olheiros” - funcionários do programa Lx Alerta que circulam pela cidade em Smarts para verificar se existem problemas que necessitem de intervenção da Câmara - ou o fazem de olhos fechados, ou têm instruções para não procurar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Planos sobre a coordenação da imagem da cidade? Desconhecemos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Estamos em ano de eleições autárquicas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;É altura de conhecer o que penam os candidatos sobre a Gestão do Espaço Público e da imagem da cidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Venham os planos…&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6449535810913142223-6785009762888642270?l=de-olho-no-design.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://de-olho-no-design.blogspot.com/feeds/6785009762888642270/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6449535810913142223&amp;postID=6785009762888642270' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6449535810913142223/posts/default/6785009762888642270'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6449535810913142223/posts/default/6785009762888642270'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://de-olho-no-design.blogspot.com/2007/11/alerta-lx.html' title='Alerta LX'/><author><name>MO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07584126269214557949</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3818/1923/1600/sombra.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6449535810913142223.post-840234639740615759</id><published>2007-11-22T04:37:00.000-08:00</published><updated>2007-11-22T04:55:58.082-08:00</updated><title type='text'>E nem uma palavra</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Publicado no jornal "A Capital" em 2005&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se calhar só a mim é que parece óbvio que o discurso político e económico devia estar, nos dias que correm, inundado da palavra “design”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Dizem-nos, repetem-nos e sentimos que a nossa economia vai mal. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Portugal tem um problema de competitividade, visível na incapacidade de nos distinguirmos dos demais. Já não o conseguimos fazer pela mão-de-obra barata, porque outros com vidas e economias mais ameaçadas tomaram-nos a dianteira. De leste ou mais a sul chega quem não hesita em trocar a sua força por um punhado de moedas. Os nossos trabalhadores, que já conheceram esses tempos, mas provaram outras regalias, não querem – e justamente – perdê-las.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;É então que se segue, no discurso generalizado, a palavra mágica: mais-valia; é preciso criar valor acrescentado aos produtos que produzimos. Não nos limitarmos a reproduzir, mas antes criar. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Por esta altura já se ouve em todas as bocas falar da “investigação e desenvolvimento”, das “novas tecnologias” ou “inovação”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E nem uma palavra sobre “design”!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Uma empresa de produção de alimentos ultra-congelados decidiu apostar no relançamento da marca própria: Cozinha Pronta. Dentro da facturação total da empresa, essa marca ocupava 15% nas vendas para o mercado nacional.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Os estudos de mercado, que envolveram provas de degustação, não levantavam problemas quanto à qualidade do produto propriamente dito, mas sobre a imagem do produto, que se apresentava antiquada e de aspecto artificial. A administração decidiu investir na renovação da imagem da empresa e da marca e também na opção por menus tipicamente portugueses e 100% naturais. O processo envolveu investigação sobre o mercado nacional e estrangeiro, estudos de opinião com um painel de consumidores sobre diferentes hipóteses, tudo feito com custos controlados, mas sem descurar a qualidade de todos os pormenores (testes das receitas por um mestre cozinheiro, fotografia em estúdio, afinação de provas de cor, etc.).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O resultado foi compensador: com a nova imagem, a marca duplicou a facturação no mercado nacional e entrou pela primeira vez nos mercados do Canadá, Angola, Luxemburgo, Suiça, Holanda, Irlanda, Inglaterra, África do Sul, Bélgica, Espanha. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;No espaço de um ano!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A inovação, que se pode referir à renovação de alguma coisa, como foi referido no exemplo anterior, também pode representar algo de integralmente novo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O design tem muitas vezes uma intervenção muito mais abrangente, preocupada em antecipar cenários, em procurar além das evidências, em suma, intimamente ligada ao território da inovação. De algum modo, a metodologia que utiliza, a forma como funciona transversalmente a uma série de disciplinas, incorporando-as ou com elas construindo novas soluções, dá-lhe uma forte possibilidade de contribuir positivamente na resolução de problemas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Em Novembro de 1993, Roterdão foi palco de um evento memorável – O2 Event -organizado por uma equipa de designers, que juntou 118 pessoas de 16 nacionalidades e formação diferentes para discutirem o futuro. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;“A experiência diz-nos que o design não se pode limitar à criação de produtos, se queremos construir uma sociedade sustentável”, podemos ler no site (http://www.o2.org).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Este encontro de reflexão partia da ideia de que o mundo está a sofrer transformações brutais a nível social e económico (das quais a globalização é a mais evidente); transformações essas que conduzem a uma exploração suicidária do planeta. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Era pois importante criar uma visão de uma sociedade sustentável.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Retirei do relatório de apenas um dos workshops, dedicado ao debate sobre pequenas companhias, um exemplo da liberdade de abordagem e do papel da criatividade posta ao serviço da renovação de mentalidades. “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Definir objectivos inacreditáveis, como o de zero energia, que se podia manifestar num seleccionador inteligente de locais de conferências. Quando se organizasse uma conferência, o local seria seleccionado apenas depois de fecharem as inscrições e basear-se-ia no local de residência dos participantes, tendendo a diminuir os custos de deslocação (claro que foi logo sugerido fazer uma data de amigos no Havai e pedir-lhes para se registarem…&lt;/span&gt;”).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Talvez estejamos no momento certo de conduzir um evento semelhante com a pergunta “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;o que fazer com Portugal?&lt;/span&gt;”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Podiamos centrar-nos particularmente na tentativa de ultrapassar o défice de estratégia, notório na ausência de um sentimento de desígnio nacional, e sensível em quase todos os sectores da vida económica, política e social.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Um caso típico de falta de estratégia foi relatado no dia Mundial da Criança por Luís Villas Boas, presidente da Comissão de Acompanhamento da Execução da Lei da Adopção. Referiu que, em Portugal, um menor em risco pode ser alvo de acompanhamento de diversas instituições, mas que estas não trabalham de forma coordenada no sentido de garantir o melhor apoio à criança. O que pode significar esforços duplicados, meios desperdiçados, tempo perdido…&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Escolhemos como nossa melhor qualidade o improviso e agora sofremos as consequências. Avançamos erraticamente, por atalhos, à boleia de ventos e marés, e acabamos no Brasil quando queríamos chegar à Índia. Não faz mal, foi óptimo!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Conseguimos fazer (mesmo à justa e contra todas as expectativas) os estádios para o campeonato europeu de futebol (vêem que conseguimos!) mas agora estão a mais, na contabilidade dos clubes e na vida desportiva.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Recebemos milhares de contos em verbas para a formação profissional, mas temos as piores qualificações dos trabalhadores na Europa!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Para um designer, a definição de uma estratégia é ponto fundamental e estruturante do seu trabalho. Não se avança sem um plano. Estabelecem-se objectivos, identificam-se necessidades, públicos a atingir, meios a utilizar. Estudam-se e investigam-se as possibilidades; inventam-se, criam-se alternativas; discutem-se, comparam-se, avaliam-se soluções. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Esse processo nem sempre é pacífico, já que pode pôr em causa práticas enraizadas ou exigir mudanças não antecipadas. Mas quando o que está em causa são resultados credíveis e não actos de cosmética é preciso coragem para assumir determinadas decisões. Quando age assim, quando o deixam agir assim, o designer garante resultados.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Então porque é que não se fala mais de design?&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6449535810913142223-840234639740615759?l=de-olho-no-design.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://de-olho-no-design.blogspot.com/feeds/840234639740615759/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6449535810913142223&amp;postID=840234639740615759' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6449535810913142223/posts/default/840234639740615759'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6449535810913142223/posts/default/840234639740615759'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://de-olho-no-design.blogspot.com/2007/11/e-nem-uma-palavra.html' title='E nem uma palavra'/><author><name>MO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07584126269214557949</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3818/1923/1600/sombra.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6449535810913142223.post-1862202585491276479</id><published>2007-11-22T04:27:00.000-08:00</published><updated>2007-11-22T04:55:18.098-08:00</updated><title type='text'>A Língua do design</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Publicado no Jornal "A Capital" a 15 Maio 2005 e 22 de Maio 2005&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será um erro pensar que um designer de comunicação deve ter um conhecimento adequado da língua em que trabalha?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro dia, em conversa com uma designer que trabalhou em Macau, perguntei-lhe como era possível exercer a profissão numa língua tão absolutamente estranha como o chinês! É que, para além da dificuldade óbvia na interpretação dos conteúdos, o próprio desenho dos alfabetos representa um mundo novo.&lt;br /&gt;Entre nós, qualquer um - mesmo que não distinga um Garamond de um Times – sempre vai podendo opinar sobre as suas preferências por uma fonte com ou sem serifa (vulgo patilhas), a negro ou fino, em caixa alta ou baixa (as comuns maiúsculas e minúsculas). Mas reconhecer subtilezas no desenho de um ideograma é outro assunto…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos alfabetos latinos, que dominamos e reconhecemos, um designer sabe identificar o ponto além do qual uma letra deixa de ser reconhecida; percebe que um tipo seja mais adequado à sinalização do que outro, entre outras coisas por ser mais perceptível à distância e ter uma boa diferenciação entre caracteres (fundamental quando a mensagem deve ser lida em menos de dez segundos); consegue escolher determinada fonte como sendo mais adequada do que outra para retratar uma empresa no seu logotipo.&lt;br /&gt;Numa língua desconhecida, as opções sobre o mundo de hipóteses que nos oferecem as formas ficam vedadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E no que diz respeito ao sentido, como será trabalhar às escuras?&lt;br /&gt;Como hierarquizar graficamente a informação, eliminar excessos, enfatizar mensagens ou sugerir alternativas de linguagem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imaginemos que um cliente, dono de uma funerária, pretende publicar um anúncio.&lt;br /&gt;Entrega ao designer o nome, “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Descanso Eterno&lt;/span&gt;”, por exemplo; a data de fundação da empresa; morada e demais contactos, entre quatro números de telefone, fax, telemóveis de serviço diurno e nocturno, email e site; uma frase publicitária do tipo “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Não descansamos enquanto não estiver no Descanso Eterno&lt;/span&gt;” ; e outras menos publicitárias, mas informativas e igualmente importantes como “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;fazemos trasladações para e do estrangeiro&lt;/span&gt;”, “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;estamos contactáveis 24horas por dia&lt;/span&gt;”, “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;dispomos de vários modelos de caixões&lt;/span&gt;”. Naturalmente, incluindo a fotografia do moderno carro funerário.&lt;br /&gt;E quer este senhor vender todos os serviços da sua agência ao mesmo tempo e por igual, num pequeno rectângulo de 6,5x25cm a publicar na edição de Domingo!&lt;br /&gt;Se trabalhar conteúdos destes de forma convincente e com um resultado digno é difícil (e eu sei que assim é, porque já tive que o fazer), numa língua estranha deve ser uma missão impossível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais estranho é constatar que há designers (ou outros que fazem o seu trabalho) que encaram a sua língua como se ela fosse doutros. Não lhe ligam meia.&lt;br /&gt;Desconhecem a existência de dicionários, gramáticas ou prontuários, e usam palavras a granel, sem escolherem a mais adequada ou sugestiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recebi há tempos uma carta de candidatura de um recém-licenciado a um lugar de designer no meu atelier. Depois da apresentação, o jovem avançava “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Para que a realidade de uma formação na área do design de moda possa comprometer quaisquer conclusões, adianto a polivalência (e interesse) para um todo desempenho no design&lt;/span&gt;” Como???&lt;br /&gt;E continua “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Confirmando essa informação realço a experiência de dois anos no departamento de design, numa empresa sediada no (…), onde para além da criação de moda ainda se desenvolviam projectos conduzidos a uma linguagem e sensibilidades estéticas, na importância da imagem e apresentação gráfica&lt;/span&gt;”.&lt;br /&gt;A escolha e ordem de apresentação das palavras, a pontuação e falta dela pertencem ao autor da carta. Omiti propositadamente a localização.&lt;br /&gt;Pergunto: que garantias daria este candidato sobre a sua capacidade de dominar o enunciado de um problema, de escrever uma proposta de trabalho ou redigir uma memória descritiva? Que retrato faz da sua capacidade de raciocínio encadeado e lógico? E, principalmente, de o ser capaz de transmitir a terceiros? Pode ser dono da maior sensibilidade, de uma intuição espantosa, ou mesmo possuidor de grande competência técnica, mas como é que se faz entender?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros profissionais há (hesito em escrever a palavra profissional) que se limitam a colocar as palavras dentro da mancha de texto que determinaram, como se encaminhassem as ovelhas para o redil. O que interessa é que caibam lá todas!&lt;br /&gt;Sem sequer as lerem, confirmando se a mensagem faz sentido. Como acontece nas instruções de segurança da Chaleira eléctrica Express HD-3358, que guardo preciosamente: “Quando removendo a tomada da cova da parede, nunca puxe na corda de poder. Nenhuma responsabilidade concordou para dano que é o resultado de uso impróprio ou non complacência com a instrução” .&lt;br /&gt;Melhor só o “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Domine frate magnificentissimo. Jesus venturus est and les hommes must do penitenzia. No?&lt;/span&gt;” de Salvatore, em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Nome da Rosa&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naturalmente, quem é insensível ao conteúdo, quase sempre ignora ou despreza a beleza e importância que reside nos detalhes tipográficos.&lt;br /&gt;São pequenos cuidados que existem para facilitar a vida a quem lê e melhorar a qualidade do que se vê. Cuidados que se tornam invisíveis quando estão presentes, mas gritam à vista na sua ausência. Parece contraditório? Não é.&lt;br /&gt;Faça um pequeno exercício de atenção na leitura do jornal. Comece por observar se há linhas penduradas do final de um parágrafo no cimo de uma coluna. A verdade é que não se devem partir frases como quem parte um prato, que quebra onde bater.&lt;br /&gt;Depois observe a forma como são dados títulos ou destaques. Usam a artilharia toda para chamar a atenção – bold, itálico, sublinhado, maiúsculas e a cores sobre uma caixa de cor – ou apenas a dose certa de cambiante relativamente ao resto do texto? São diferenças muito notórias quando comparamos o chamado tablóide com o dito jornal de referência.&lt;br /&gt;Para concluir, repare como a paginação em colunas requer alguma atenção na forma de partir palavras (que não devem semear uma carreira de hífens coluna abaixo, nem separar erraticamente as letras das sílabas), ou de tratar dos espaços entre elas (evitando os abertos e fechados na renda do texto).&lt;br /&gt;Tudo isto são detalhes tipográficos. Pormenores. Pequenos nadas que dizem tudo sobre o cuidado posto no trabalho feito para si!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O design fala com várias linguagens: a das palavras, a das imagens que cria ou interpreta, a das cores, a das memórias. E depois conjuga-as, procurando metáforas, suscitando emoções, criando sentidos. Numa língua que lhe é própria.&lt;br /&gt;Mas que, entre nós, também é o português.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6449535810913142223-1862202585491276479?l=de-olho-no-design.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://de-olho-no-design.blogspot.com/feeds/1862202585491276479/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6449535810913142223&amp;postID=1862202585491276479' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6449535810913142223/posts/default/1862202585491276479'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6449535810913142223/posts/default/1862202585491276479'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://de-olho-no-design.blogspot.com/2007/11/lngua-do-design.html' title='A Língua do design'/><author><name>MO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07584126269214557949</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3818/1923/1600/sombra.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6449535810913142223.post-6247201252944709148</id><published>2007-11-22T04:25:00.000-08:00</published><updated>2007-11-22T04:44:14.055-08:00</updated><title type='text'>Pare, pense e mude</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Publicado no Jornal "A Capital" a 6 Março 2005&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(…) &lt;span style="font-style: italic;"&gt;as ditaduras da imagem, dos estímulos sensoriais imediatos e do consumismo estão a criar uma sociedade portuguesa com capacidades cada vez mais reduzidas - à semelhança, aliás, do que acontece nas suas congéneres do mundo dito ocidental &lt;/span&gt;(…) &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;in A Capital, “O que é Portugal?”, José Pacheco Pereira e Eduardo Lourenço.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PARE. &lt;/span&gt;   Nunca tive vídeogravador e consegui até agora resistir aos multicanais da televisão por cabo ou satélite. Mas este Natal o cenário mudou: entrou cá em casa um leitor de DVD. Menos perigoso que a TV, porque só passa o que escolhemos é, ainda assim, dominador. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A imagem em movimento é uma tentação! E, de alguma forma, perigosa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ao que parece, o excesso de estímulos sensoriais conduz a uma crescente dificuldade de concentração, transformando-nos em seres passivos e particularmente vulneráveis ao consumo. É como se invadissem os espaços vazios da nossa consciência, eliminando a possibilidade de aparecerem novas ideias ou de armazenarmos de forma ordenada as memórias.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Confesso ter alguma inveja daqueles raros seres que não tendo televisão em casa &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;são capazes de se sentar duas, três horas em frente a um livro, deixando-se embrenhar pelo enredo, sem se sentirem tentados pelo frenético zapping, ou pela necessidade de ruído, visual ou do outro. Rodeia-os um ambiente de tranquilidade e parecem ser capazes de produzir mais ideias, absorver mais conhecimentos e apreciar coisas que já escapam aos demais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O mundo mudou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Os serões à conversa, as tardes de férias com faz-de-conta intermináveis, um fim de semana sem playstation, correspondem a cenários de miragem para a geração que se seguiu à minha. Não lhes causam qualquer entusiasmo; provavelmente ilustram mesmo o que têm por tédio. São coisas que dependem da iniciativa e sobretudo leeeentas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E nós vivemos numa sociedade que encolheu o tempo, à força de choques tecnológicos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Tudo se deve passar depressa, tudo se exige com pressa. Muito depressa mesmo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Será que temos que aceitar este cenário; será tudo isto incontornável, irremediável e inultrapassável?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Quando penso num programa de identidade corporativa, numa exposição sobre o centenário de uma empresa, num manual escolar ou ainda num instrumento cirúrgico pergunto “como se podem desenhar sem investigação, reflexão, distanciamento, amadurecimento? Como é que se podem criar depressa?”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;É que não podem…&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PENSE.&lt;/span&gt;    Depois há mais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Nem tudo é “necessário”, nem tudo se pode encaixar na categoria de “essencial”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Há carradas de imprescindíveis que atafulham as lojas e os nossos quotidianos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Uma simples arrumação de casa faz-nos descobrir um mar de inutilidades e a perspectiva de termos que nos desfazer delas é uma tarefa quase impossível.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Proponho-lhe um exercício de despojamento: seleccione 15 objectos “essenciais” a uma vida nova. Verá que na sua escolha hesitará entre o peso da memória e a modernidade, fará a reflexão sobre o útil e o supérfluo, medirá afectos, ponderará necessidades…&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;“Algures em África” é um filme (sim, há em DVD!) sobre uma família judia que na Segunda Guerra Mundial segue para África para fugir a um destino que parecia inevitável. O marido, que viajou primeiro, recomendou à mulher que trouxesse apenas coisas imprescindíveis: “um frigorífico, material de primeiros socorros, redes de mosquiteiro”. Apesar de não haver qualquer tipo de vida social, ela não resistiu a trazer também um belo e caríssimo vestido de noite (fundamental para ela, do ponto de vista emocional, porque representava a memória de um mundo perdido e a esperança num mundo a recuperar).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O essencial não é igual para todos, nem em todos os momentos. Há sempre um contexto condicionante, mas devem existir critérios de selecção.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ora o design debate-se diariamente com este tipo de questões: o que é que é essencial num projecto? Qual é o verdadeiro problema? De que forma se pode intervir para produzir “apenas” a resposta? E que ela seja a mais eficaz?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;É preciso reflectir e não deixar tudo nas mãos das evidências ou de um qualquer manual de instruções…&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;MUDE. &lt;/span&gt;     A necessidade de uma mudança de atitude face ao consumo passa por um exercício de vontade e pela responsabilização dos diferentes actores da produção: encomendadador, consumidor e designer. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Levantemos então apenas a ponta do véu…&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Quando alguém encomenda um trabalho de design é bom que pense que vai à procura de respostas e não de alguém que passe a limpo uma ideia. O resultado é tanto melhor quanto maior for o clima de confiança, liberdade e co-responsabilização.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Quando alguém reduz o consumo ao essencial, quando opta pelo não desperdício, ou pelo que é feito com consideração pelo resto do Mundo (na utilização racional de recursos, na utilização responsável da mão de obra), essa sua escolha é, certamente, o elemento que faz a diferença. O gesto que materializa a ideia de responsabilização.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E quanto ao designer? O que se lhe exige?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Que seja fiel a uma prática profissional que recusa abordagens superficiais ou imediatistas. Que pare, pense e seja factor de mudança!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6449535810913142223-6247201252944709148?l=de-olho-no-design.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://de-olho-no-design.blogspot.com/feeds/6247201252944709148/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6449535810913142223&amp;postID=6247201252944709148' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6449535810913142223/posts/default/6247201252944709148'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6449535810913142223/posts/default/6247201252944709148'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://de-olho-no-design.blogspot.com/2007/11/pare-pense-e-mude.html' title='Pare, pense e mude'/><author><name>MO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07584126269214557949</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3818/1923/1600/sombra.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6449535810913142223.post-7784493656587062361</id><published>2007-11-22T04:22:00.000-08:00</published><updated>2007-11-22T04:42:21.427-08:00</updated><title type='text'>Aqui há design!</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Pubicado no Jornal "A Capital" a 6 de Fevereiro 2005&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ao entrar em Lisboa pela auto-estrada do Norte não pude deixar de reparar na frase de um outdoor “Três designs à sua escolha”  que oferece – a quem quer comprar casa – &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;o que julgo serem três opções de planta: provavelmente cozinha logo à entrada ou à direita da casa de jantar, quarto com closet ou amplo e sala em L ou com portas a meio…&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Esta forma de usar a palavra design é um clássico em Portugal – “experimente este carro com design espectacular”, “veja a nossa colecção de sapatos de design moderno” ou “arranje aqui o seu cabelo com design e arte” – que tem a particularidade de reduzir o seu significado a modelo, aspecto ou aparência.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Em boa verdade não existe propriamente um erro nesta formulação. Ao distinguirem os objectos “com design” dos demais, as pessoas introduzem na sua leitura uma diferença, alguma mais-valia e reconhecem um projecto e uma intenção. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;De qualquer modo, esta perspectiva não deixa de ser redutora.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O facto é que a faceta mais divulgada do design é a materialização em objectos, rodeados de publicidade e marcados com etiquetas, que correspondem, não raro, à imagem de coisa cara, sofisticada, boa para oferta. São marcas, edições exclusivas, modernices…&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Acontece que, nem o design é apenas um exercício de sofisticação, nem deve andar arredado das preocupações do dia-a-dia. Na realidade, está ou deveria estar presente nas coisas práticas, facilmente utilizáveis, pouco dispendiosas, funcionais, carregadas de sentido…O design na essência é democrático e transversal à sociedade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Porque é que a chave do seu carro há-de ter design e o descascador de batatas não? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Não sente a falta de sinalização em certos edifícios públicos? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Será normal, em caso de incêndio, perder-se num mapa para descobrir a saída? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Estas questões lembram casos em que a intervenção do design se demonstra necessária, mas não existe. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Mas outros há em que ela existe e não é notada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Já alguma vez pensou que, havendo letras com patilha e outras sem, umas estreitas, outras largas, e tantas de desenho tão diferente, o designer que criou a lista telefónica teve que pesar as alternativas antes de optar?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Sabia que a administração pública inglesa determinou, em tempo de guerra, que o design das cartas se faria alinhando todos os textos à esquerda, permitindo obter uma economia de cerca de 15% nos custos de dactilografia, correspondente ao tempo despendido a acertar as linhas do endereço e datas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;São exemplos do que se poderia chamar de design invisível. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Quando é bem feito não se nota. Sente-se apenas a sua falta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Não acredita? Então repare: é ou não importante a clareza visual e hierarquia de informação nos impressos dos impostos? E alguma vez lhe passaria pela cabeça pedir: “Passe-me um desses impressos com design, por favor!”?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Preparar um documento desse tipo exige um aturado trabalho de investigação – é preciso conhecer perfeitamente as necessidades de informação a constar (reduzindo-a ao mínimo), entender as consequências do preenchimento de cada campo para poder determinar a sua hierarquização e divisão visual – sempre tendo em vista responder à facilidade no preenchimento e considerando quem vai, e como se vai depois, lidar com a informação recolhida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Outra vertente do design invisível é aquela em que o designer pode ter como função analisar uma determinada situação, identificar os problemas existentes e criar um conjunto de recomendações ou um sistema de actuação, sem criar um objecto propriamente dito.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Nestes casos, mais do que um resultado, é uma metodologia que está em causa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Metodologia essa que pretende introduzir alguma ordem e intenção na criação de objectos ou na comunicação de ideias.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Li há tempos sobre o caso de um designer italiano que recebeu o convite para trabalhar com uma pequena Comuna que registava problemas sérios de comunicação com os munícipes. Deles não surgiam comentários nem sugestões e a participação na vida comunitária era praticamente nula.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Começou por se inteirar das responsabilidades da Comuna, actividades levadas a cabo, problemas principais e condicionantes materiais existentes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Uma vez que lutavam com dificuldades financeiras, mas dispunham de um parque gráfico próprio, embora rudimentar, decidiu desde logo tirar partido desses meios.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Identificou as prioridades e passou à prática. Criou uma identidade visual e produziu um linha gráfica simples, facilmente identificável e imediatamente reconhecível nos primeiros posters editados, colocados no comércio local. Tinham informação dos programas e horários de actividades que decorriam. Editou um boletim regular e um conjunto de postais de resposta paga para reclamações e sugestões.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Gradualmente, a população começou a mobilizar-se, a reagir e a participar. Ao déficit notório de comunicação, sucedeu-se uma política de proximidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Não se tratou apenas da criação de objectos, mas da avaliação correcta de uma situação e do estabelecimento de um programa de intervenção.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Um trabalho harmonizador, transversal e nem sempre visível.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Portugal conhece o design há relativamente pouco tempo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Talvez porque ainda está longe de entrar no domínio comum, e não porque pediu emprestada uma palavra estrangeira, o “design” aparece-nos sistematicamente com aspas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;O que é pena. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Numa altura em que as mentes se agitam à procura de soluções para a deficiente economia portuguesa, uma aposta no design invisível podia ser o factor decisivo de competitividade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Mais do que criar objectos especiais, caros, únicos, modernos, e muitas vezes inúteis, era importante produzir conteúdos sérios, discutir necessidades e prioridades, criar sentido na sociedade. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6449535810913142223-7784493656587062361?l=de-olho-no-design.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://de-olho-no-design.blogspot.com/feeds/7784493656587062361/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6449535810913142223&amp;postID=7784493656587062361' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6449535810913142223/posts/default/7784493656587062361'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6449535810913142223/posts/default/7784493656587062361'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://de-olho-no-design.blogspot.com/2007/11/aqui-h-design.html' title='Aqui há design!'/><author><name>MO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07584126269214557949</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3818/1923/1600/sombra.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6449535810913142223.post-305451961441136343</id><published>2007-04-02T08:51:00.000-07:00</published><updated>2007-04-02T09:57:39.371-07:00</updated><title type='text'>Se todos podem fazer o que nós fazemos...</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;...o que é nós designers podemos fazer? Melhor!&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É verdade que, para esta premissa funcionar, o designer deve lutar por melhorar a sua prestação, mas o consumidor, por seu lado, também deve ter cada vez mais capacidade de apreciar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A actividade de design está profundamente ligada à definição de estratégias e à resolução de problemas. No caso da comunicação, lida com situações de concorrência tão fortes no universo visual das pessoas, que ser eficaz é tarefa difícil e não está ao alcance de qualquer um.&lt;br /&gt;Para um designer, não chega saber dominar software (que por ser &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;facílimo de adquirir e tão amigável para o utilizador, cria facilmente a ilusão de fornecer soluções ao alcance de qualquer um). &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Conhecer os assuntos mais profundamente, relacionar informação, dominar a língua portuguesa, documentar decisões, saber sustentar a exposição de um projecto, experimentar exaustivamente soluções, ser capaz de liderar uma equipa multidisciplinar, são requisitos imprescindiveis para um profissional de design.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Quanto ao consumidor/utente como pode um decisor distinguir se uma dada imagem reflecte uma instituição, se foi suficientemente longe na história que pode e deve contar ou se está suficientemente desenvolvida em todos os parâmetros?&lt;br /&gt;Como define uma campanha de comunicação, organiza uma exposição, estrutura um livro ou um site, sem conhecer minimamente a metodologia, as ferramentas ou a linguagem do designer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Parece-me evidente que é necessária uma cultura de consumidor de design esclarecido, cujo efeito se sentirá transversalmente: a começar pelos compradores de serviços de design da Administração Pública, continuando pelos administradores de empresas privadas e acabando no público consumidor final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MO&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6449535810913142223-305451961441136343?l=de-olho-no-design.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://de-olho-no-design.blogspot.com/feeds/305451961441136343/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6449535810913142223&amp;postID=305451961441136343' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6449535810913142223/posts/default/305451961441136343'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6449535810913142223/posts/default/305451961441136343'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://de-olho-no-design.blogspot.com/2007/04/se-todos-podem-fazer-o-que-ns-fazemos-o.html' title='Se todos podem fazer o que nós fazemos...'/><author><name>MO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07584126269214557949</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3818/1923/1600/sombra.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6449535810913142223.post-5282697164066006859</id><published>2007-04-02T07:50:00.000-07:00</published><updated>2007-04-02T08:48:35.444-07:00</updated><title type='text'>"...e de louco, todos temos um pouco"</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Por que é que a Administração Pública insiste em promover concursos públicos de design destinados a qualquer um, ou na melhor das hipóteses a estudantes e recém licenciados em design, em vez de contratar serviços profissionais?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Parece que todos, num dado momento, acabamos por ceder à tentação de opinar sobre uma área profissional que não é a nossa. Receitar medicamentos à vizinha, dar ideias para a casa de um irmão, contestar a decisão do juiz num caso polémico, e (porque não?) submeter uma ideia para um selo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Opinar, ter sentido crítico, sugerir, são qualidades desejáveis, mas todos entendemos que quanto mais se domina uma matéria, mais evidente se torna a complexidade das soluções aos problemas que lhe são levantados.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Por exemplo, quando alguém receita com displicência um anti-inflamatório a uma pessoa com dores no corpo, será que se lembra que esta pode ser alérgica, que pode sofrer de problemas gástricos e necessitaria assim de um protector do estômago, que pode estar a tomar outros medicamentos que com ele interajam, ou que pode estar apenas a mascarar os sintomas de algo mais grave?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Não é por espírito corporativo que critico as instituições públicas por lançarem concursos de design a torto e a direito e abertos à participação de qualquer um.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Parece-me apenas que, agindo assim, dão um sinal contrário ao do governo que anuncia pretender posicionar Portugal pela competitividade e profissionalismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MO&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6449535810913142223-5282697164066006859?l=de-olho-no-design.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://de-olho-no-design.blogspot.com/feeds/5282697164066006859/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6449535810913142223&amp;postID=5282697164066006859' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6449535810913142223/posts/default/5282697164066006859'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6449535810913142223/posts/default/5282697164066006859'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://de-olho-no-design.blogspot.com/2007/04/e-de-louco-todos-temos-um-pouco.html' title='&quot;...e de louco, todos temos um pouco&quot;'/><author><name>MO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07584126269214557949</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3818/1923/1600/sombra.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6449535810913142223.post-457270812913803072</id><published>2007-03-30T09:38:00.000-07:00</published><updated>2007-03-30T09:39:18.435-07:00</updated><title type='text'>experiencia</title><content type='html'>sou eu...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6449535810913142223-457270812913803072?l=de-olho-no-design.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://de-olho-no-design.blogspot.com/feeds/457270812913803072/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6449535810913142223&amp;postID=457270812913803072' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6449535810913142223/posts/default/457270812913803072'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6449535810913142223/posts/default/457270812913803072'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://de-olho-no-design.blogspot.com/2007/03/experiencia.html' title='experiencia'/><author><name>Alda Rosa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09273081293982338488</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6449535810913142223.post-6912485827173318974</id><published>2007-03-30T03:14:00.000-07:00</published><updated>2007-03-30T04:06:42.843-07:00</updated><title type='text'>Passatempo ou Projecto?</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Passatempo:&lt;/span&gt; ocupação do tempo com o que dá prazer, com vagar e sem exigência de grande esforço; aquilo em que as pessoas se ocupam em tempo de lazer; que serve de entretenimento; de distracção, que ajuda a passar o tempo de forma agradável&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Projecto:&lt;/span&gt; o que se pretende fazer; empreendimento que alguém se propõe levar a cabo dentro de um determinado esquema e visando objectivos bem definidos; traços ou ideias mais ou menos pormenorizadas de um trabalho que se pretende realizar=plano;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Dicionario da Academia das Ciências&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Os CTT lançaram, pela mão do seu departamento de marketing, o Passatempo "aqui há selo".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Nele pretendem obter &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="texto1"  style="font-family:trebuchet ms;"&gt;do maior número de pessoas possível a sugestão de temas para os selos a emitir pelos CTT&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="texto1"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;Como estratégia de marketing tem a sua eficácia, porque ao permitir o envolvimento das pessoas na decisão, e oferecer-lhes a oportunidade de sugerirem ideias, obtêm uma série de sugestões preciosas a custo zero (mas que sendo dadas de boa vontade não se pode dizer que sejam usurpadas) e uma divulgação alargada do produto, pelo envolvimento dos "amigos do proponente" na votação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Mas podendo ficar por aí na participação pública, o Gabinete de Marketing decidiu alargar o Passatempo até à fase de Projecto do próprio selo (ponto 3.4 do Regulamento que se pode ler em http://aquihaselo.com/regulation.aspx), sugerindo a apresentação de propostas criativas.&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Por qualquer pessoa que sinta ter em si uma ideia ou uma imagem que se possa transformar num selo. &lt;/span&gt;&lt;span class="texto1"  style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Ideias essas que podem vir a ser modificadas total ou parcialmente. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E sem garantia de virem a ser executadas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="texto1"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E aí é que reside o equívoco do Gabinete de Marketing.&lt;br /&gt;É que isso é tudo menos projecto e chamá-lo como tal induz as pessoas em erro.&lt;br /&gt;Um projecto implica uma determinação, um plano e conhecimentos.&lt;br /&gt;Os CTT, que dispõem de um Gabinete de Design, deveriam saber melhor do que ninguém que questões como os métodos de reprodução e suas questões técnicas e restrições, a legibilidade da informação num campo de intervenção tão pequeno, as questões relativas à composição dos elementos e suas hierarquias, a oportunidade de criar uma colecção, etc. não são coisas que se ataquem com displicência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E daí o perigo das iniciativas isoladas dos Gabinetes de Marketing, que confundem projecto com passatempo!&lt;br /&gt;MO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6449535810913142223-6912485827173318974?l=de-olho-no-design.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://de-olho-no-design.blogspot.com/feeds/6912485827173318974/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6449535810913142223&amp;postID=6912485827173318974' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6449535810913142223/posts/default/6912485827173318974'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6449535810913142223/posts/default/6912485827173318974'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://de-olho-no-design.blogspot.com/2007/03/passatempo-ou-projecto.html' title='Passatempo ou Projecto?'/><author><name>MO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07584126269214557949</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3818/1923/1600/sombra.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6449535810913142223.post-6249897731050419043</id><published>2007-03-28T05:01:00.000-07:00</published><updated>2007-03-28T07:19:20.632-07:00</updated><title type='text'>Profissões ou competências</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Aprovada a nova Classificação Nacional de Profissões, pergunto a mim mesma, se no quadro actual, fazê-lo ainda faz sentido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Profissão vem do latim &lt;em&gt;Professio&lt;/em&gt;, e significa "actividade remunerada que uma pessoa desempenha e que exige formação e especialização".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Mas, embora ainda não nos estejamos a dirigir para a prática do Homem da Renascença, conhecedor e sábio, interessado e interveniente em diferentes áreas, cada vez mais se exige no âmbito profissional que se seja polivalente e flexível. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;br /&gt;Mudar de profissão, por exemplo é visto nos dias de hoje como coisa normal, quase desejável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Por outo lado, dou conta que a minha profissão - designer - apresenta contornos cada vez menos nítidos na área de intervenção. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;br /&gt;Sou frequentemente chamada a exercer uma série de competências que poderiam noutros tempos não estar ligadas à prática habitual da profissão, ou mesmo pertencer a outras. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;br /&gt;And yet... posso e devo exercê-las.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;&lt;br /&gt;Certas formações, apesar de inscritas nessa Classificação Nacional de Profissões, permitem exercer quase tudo - como o antropólogo - ou então na prática não existem como profissões - como o filósofo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Mas quando se verifica que o processo de classificação de profissões exige a definição ao pormenor dos conteúdos funcionais, tudo isto perde um pouco o sentido e apresenta-se algo anacrónico.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Então em que ficamos? Precisamos de profissionais ou competentes?&lt;br /&gt;MO&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6449535810913142223-6249897731050419043?l=de-olho-no-design.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://de-olho-no-design.blogspot.com/feeds/6249897731050419043/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6449535810913142223&amp;postID=6249897731050419043' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6449535810913142223/posts/default/6249897731050419043'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6449535810913142223/posts/default/6249897731050419043'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://de-olho-no-design.blogspot.com/2007/03/profisses-ou-competncias.html' title='Profissões ou competências'/><author><name>MO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07584126269214557949</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/3818/1923/1600/sombra.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
